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É hoje

Hoje é o dia do lançamento do livro Retratos da Garoupa e também a despedida do Blog.

Foi aqui que postei os primeiros textos do livro. As primeiras edições de foto. Foi o espaço de encontro de projetos que surgiam.

Agradeço a todos que por aqui estiveram.

Detalhes sobre o lançamento.

Informações sobre o livro: Publicações Iara

Acesse novo blog

Não conheci meu pai: João José Moraes.

Eu tinha sete meses quando ele morreu. Ele sempre existiu na palavra dos outros. Nas histórias repetidas que passam de um pro outro.

Um dia resolvi fazer história com palavras minhas: escrevi e fotografei Retratos da Garoupa

Abaixo convite do lançamento.

Para confirmar participação.

Para ler mais sobre o livro.

Video

A locução é do meu tio querido, Márcio Moraes, e a edição foi feita pela Manu Sobral, minha parceira na Jurema Filmes.

23 de outubro: Lançamento do Livro Retratos da Garoupa. Em breve, local e horário serão divulgados.

“Esta noite fui beijada por Edith”.

“Edith é uma entidade que canta. E sobe”.

“Edith é um verbo. Edith é um nome. Edith é uma mãe. Mãezona. Mas não veio só para uma visita rápida. Para tomar um cafezinho. À toa. Edith só faz serviço completo.”

VisteEdith

Xangô

5º Festa de Zé Pilintra Templo de Doutrina Umbandista Pai Oxalá e Pai Ogum. Foto: Fernanda Grigolin

Bem lembrado, Charles, “Kaô, Kaô, a justiça chegô, Xangô”

Em breve detalhes na Jurema Filmes.

Há tempos sinto vontade de escrever sobre o processo de construção de Retratos da Garoupa. Tantos meandros e dramas pessoais, eu enfrentei.

Não consigo colocar tudo aqui.

Apenas sei que, muitas vezes, pensei em desistir. Localizei, por algum tempo, todas as dificuldades nos outros. Mal sabia que eu, meu egoísmo e meu medo me atrapalhavam de fato.

Enfrentei os fantasmas. Recortei e colei lá. O livro existe. Vai ser lançado. Outros livros também acompanharam o processo e existem.

Não fiz sozinha. Tive novos e velhos comigo.

Tanta coisa bonita veio junto. A Jurema Filmes. O Edith. E mais recentemente: O PEP, a cooperativa de idéias, o Núcleo Sara e o grupo de foto.

Que venha o lançamento. Em outubro próximo.

Que estejam comigo vocês: os amigos.

07 de agosto de 1979

Mãe, eu e tio Janguinha fomos ao antigo sítio em Congonhas. O alambique de cobre, a madeira da entrada, a cachoeira, tudo quase intacto. Até meu pai parecia vivo: ele e o caminhão. A montanha de mercadorias no depósito. Entrega de cidade em cidade.Era tão bom quando ele saía, a partida dele era nossa liberdade. Corríamos e brincávamos. Lá estava a mãe grávida. As meninas pequenas. Horas de brincadeiras. A mãe também se emocionou muito, ela disse: “até os borrachudos não envelheceram,
são os mesmos.”

Trecho do livro Retratos da Garoupa. Ainda inédito.

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