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E-book

Este blog foi o diário de bordo do processo que culminou no livro Retratos da Garoupa (publicado em 2010). Após o lançamento do livro, o endereço foi abandonado e iniciei outro blog (Cercania) e por lá sigo, eventualmente, publicando coisas. Há alguns dias postei em Cercania o “lançamento” virtual do e-book de Retratos da Garoupa. O e-book,que pode ser baixado gratuitamente, é a última ação do  projeto (já tão distante do que faço hoje, talvez por isso nem caiba mais nenhuma edição adicional). O livro impresso morre nas suas duzentas cópias.

Para acessar o e-book clique na imagem abaixo. Você será conduzido a um hot site. Tem um flipbook também, ele é mais próximo da edição impressa.

É hoje

Hoje é o dia do lançamento do livro Retratos da Garoupa e também a despedida do Blog.

Foi aqui que postei os primeiros textos do livro. As primeiras edições de foto. Foi o espaço de encontro de projetos que surgiam.

Agradeço a todos que por aqui estiveram.

Detalhes sobre o lançamento.

Informações sobre o livro: Publicações Iara

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Ungaretti

Mattina

Mi Illumino

d´immenso

Ungaretti (1917)

 

Porto Belo

O sítio

Eu me lembro do rio. Ele passava bem aqui. Bem no lugar onde construíram a porteira verde. Ele era a nossa companhia de fim de tarde.

O pai saia para fazer entregas de cidade em cidade. A mãe cuidava das meninas pequenas. Zenaide e eu cruzávamos dez risos e lá estava o rio: cortado pela madeira do trapiche. Não havia vergonha do passo. Não havia obrigação da venda. Só havia alegria, marronzinha como o amigo.

Depois do banho, o alambique de cobre era o pique. O espaço, o esconde-esconde. O tempo inexistia no caminho. O fim era o cheiro da janta.

Antes de dormir, pela janela o rio nos espiava. Parecia triste, sua cor fazia-se escura, dura. Anunciava a despedida certa. Logo seria a venda do sítio e a mudança. No novo lar, não existiam tardes nem brincadeiras, apenas trabalho. O dia inteiro de balcão, contando comércio e salgando tainha.

O rio foi a nossa infância.

Cómo pesa el amor – Gioconda Belli

Noche cerrada
ciega en el tiempo
verde como la luna
apenas clara entre las luciérnagas.
Sigo la huella de mis pasos,
el doloroso retorno a la sonrisa,
me invento en la cumbre adivinada
entre árboles retorcidos.
Sé que algún día
se alzarán de nuevo
las yemas recién nacidas
de mi rojo corazón,
entonces, quizás,
oirás mi voz enceguecedora
como el canto de las sirenas;
te darás cuenta
de la soledad;
juntarás mi arcilla,
el lodo que te ofrecí,
entonces tal vez sabrás
como pesa el amor
endurecido.

 

“(…) la soledad abrumadora de mis días
se acrecienta en mis oídos
hasta hacerlos estallar,
ya nadie respeta mis decisiones;
soy la hija extravagante y loca
que hay que rescatar.
entonces
cada palabra mía se convierte
en un grito desgarrador
sin eco y sin respuesta”. ( María Emília Cornejo)

“Colecionadora de frustrações,
malabarista dos sentidos
Acrobata das frustrações
percebendo no exercício diário
que vale a pena pular do penhasco
para reconhecer as minhas asas
e também cair dos abismos
para enfim perceber,
que sou capaz de flutuar.
De certo vem as dores,
porém, não me esquivo delas,
permitindo-me extrair do sofrimento
aprendizado e ressignificação.
Nunca ambicionei constante felicidade
porém, não me canso de correr atrás dela
e embora, o prognóstico
seja de muita dor e lagrimas
arrisco minha sanidade
pelos momentos de intensa alegria.
Se ferir, cicatriza
se sangrar depois estanca.
Porque o que não me faz feliz
e de algum modo me fizer sofrer,
se não matar só fortalece”.  (Lídia Rodrigues)

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