Ao som de Madredeus viajo nas intermináveis horas que distanciam Brasil e México. Ao meu lado uma freirinha da congregação “Servas de Maria”. Tento me afastar ao máximo, nem sorrir, motrar-me indiferente ao que ela representa. A servidão, ainda mais a Maria, não é atraente, não me interessa.
Ela quer se aproximar, me pede tudo: do talher ao café. Sorri. Diz que sou bonita. Pergunta de onde sou e elogia meu espanhol. Novamente finjo que durmo… Pelo menos nos meus pensamentos nenhum fundamentalismo alheio invade, só o meu próprio.
Continuo contando os segundos. Penso em Porto Belo, nos desejos, nos meus planos. A perna dói. Sinto um desconforto. Não consigo dormir, quero ler os livros que estão na bolsa. Fotocópias. Malditas Mulheres. Filho eterno. Exagerei nos livros dessas vez.
Volto. Lembro do amor platônico delicioso, ainda inconfessável. Ele um dia será assunto aqui.



devaneios ácidos, bons de ler.
A minha é confessável e é vc.
Saudades
vc está a cada dia melhor, invista mais em vc.