Eu me olhei no espelho e vi o barulho do mar. Igualzinho ao da concha da infância.
A concha era a tua herança. Ela ocupava a parte privilegiada da sala: a estante que o vô trouxe de Palmital. No dia da faxina o pano delicado a lustrava com o mesmo apreço que se faz com uma relíquia.
Ás vezes pra sentir a tua presença eu subia na cadeira da sala e colocava o ouvido bem pertinho da concha e escutava a alegria. Fazia às escondidas, sozinha.
Um dia o ritual foi quebrado no desajeito. A vó exigiu que eu não afundasse mais a palha da cadeira e no rompante da decida despedacei a concha. O mar caiu no carpete.
dezembro 11, 2009 às 10:45 am
Nossa Fê que coisa linda, chega a ser poetico, vc leva jeito mesmo para a coisa, parabéns…
dezembro 11, 2009 às 4:33 pm
Senti como se os meus pés se molhassem. Posso virar sua fã? hehehe Bjs, Grazi
dezembro 14, 2009 às 9:54 pm
arrepiei…se voce parar de escrever vou fazer o mesmo que aquela fã fez com o escritor no filme Misery…te cuida, malandra! lindo de chorar. beijo
janeiro 17, 2010 às 5:56 pm
lindo de doer…
janeiro 17, 2010 às 6:34 pm
Obrigada, lindonas do meu coração. VikVik que delícia receber teu primeiro recadinho aqui. Saudade de vc, vi. Bj
fevereiro 2, 2010 às 1:48 pm
Lindas palavras/sentimentos, Fer. Me deu a impressão de algo perdido, que ficou para sempre na infância, mas que tá sempre ao nosso lado…
Você escreve muito bem! Bj.
fevereiro 4, 2010 às 1:01 am
Que coisa mais linda… arrepiei… adoro tua escrita…
bjos
fevereiro 26, 2010 às 6:00 pm
Lindo demais!!!
Vc é mto talentosa!!!
Bjos
março 7, 2010 às 8:52 am
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