Eu me olhei no espelho e vi o barulho do mar. Igualzinho ao da concha da infância.
A concha era a tua herança. Ela ocupava a parte privilegiada da sala: a estante que o vô trouxe de Palmital. No dia da faxina o pano delicado a lustrava com o mesmo apreço que se faz com uma relíquia.
Ás vezes pra sentir a tua presença eu subia na cadeira da sala e colocava o ouvido bem pertinho da concha e escutava a alegria. Fazia às escondidas, sozinha.
Um dia o ritual foi quebrado no desajeito. A vó exigiu que eu não afundasse mais a palha da cadeira e no rompante da decida despedacei a concha. O mar caiu no carpete.



Nossa Fê que coisa linda, chega a ser poetico, vc leva jeito mesmo para a coisa, parabéns…
Senti como se os meus pés se molhassem. Posso virar sua fã? hehehe Bjs, Grazi
arrepiei…se voce parar de escrever vou fazer o mesmo que aquela fã fez com o escritor no filme Misery…te cuida, malandra! lindo de chorar. beijo
lindo de doer…
Obrigada, lindonas do meu coração. VikVik que delícia receber teu primeiro recadinho aqui. Saudade de vc, vi. Bj
Lindas palavras/sentimentos, Fer. Me deu a impressão de algo perdido, que ficou para sempre na infância, mas que tá sempre ao nosso lado…
Você escreve muito bem! Bj.
Que coisa mais linda… arrepiei… adoro tua escrita…
bjos
Lindo demais!!!
Vc é mto talentosa!!!
Bjos