Arquivo da categoria ‘Amor, sempre o amor’

Chilangas bandas

outubro 10, 2009

Fui de taxi com Geraldo.

 

Comi pistache depois da lua asteca.

 

Várias mulheres compactuam angústias alegres comigo nas terras chilangas:

Tania, Camila, Perla, Ana, Frida, Tina, Maria Emília e Gioconda. Influenciam.

 

Numa menor intensidade busco homens. Eles pegam na minha mão e penetram desafinados.

 

Malditos homens que fazem fotocópias e que perguntam se sou casada.

 

Me afasto do outro e busco vários. Até o professor parece com ele. Treme e é magro. Lastimosamente asi es. Heridas. Fracturas incuráveis como a luxação.

 

Faz sentido amar outra vez.

Faz sentido falsear o outro joelho.

Um dia fui tímida

julho 17, 2009

Meus refúgios eram os livros e meu pequeno gravador. 

Vivia de imaginar historinhas e as lia para as fitinhas. 

Recortava as fotos e as pregava no colorido. 

Gostava da gigante bola e do jogo dos sete erros.

Meu avô era meu grande compa. Saudades.

vovo

Soledad

julho 14, 2009

Yo podria ser tu Frida

julho 13, 2009

Ainda sem palavra. Obrigada, Diego.

Assistam. Yo podria ser tu Frida

Saudades

junho 28, 2009
O menino e o mar

O menino e o mar

Diários comentados

junho 26, 2009

Eu me apaixonei por um filósofo.  O mesmo que não se importa com as minhas botas rachadas. 

 Aquele de dente torto, corpo grande e cigarros inteligentes.  Aquele que relê trechos de Dostoievski e Kafka antes do sonho. Aquele que fala com as minhas idéias.

Confessionário

junho 19, 2009

Tenho ausências distribuídas pelo mundo.

Com elas converso sobre sentimentos.

Volume alto

junho 7, 2009

Ela me intimida.  Talvez pela beleza. Talvez pela segurança. Talvez pela inteligência. Talvez por falar o que sente e pensa.

Ontem ela me abraçou. Não retribui.  Os peitos dela  me desafinam. Ela ficou sem graça. Voltou a fazer o que fazia e também se intimidou. Chateou-se, eu percebi.

Nunca mais tomará tal atitude.   Mal sabe que eu nascera de novo naqueles 10 segundos de desajeito.

Luta

junho 2, 2009

Tudo que aprendeu foi com a vida. Simples e honesto. Doce e ingênuo. Nem notava que todas as viúvas do prédio caiam de amor por ele. Muito bonito, mesmo depois dos 60 anos mantinha o porte atlético que honrava o apelido da juventude: Luta. Algo incoerente pois nunca se meteu em brigas nem bateu em nenhuma das filhas. Era bom de queda de braço, apenas ai mostrava a sua força.

Transparente, não disfarçava seus sentimentos. Falava o que tinha para falar e chorava quando se fazia necessário. Talvez soubesse desde sempre que sensibilidade é atributo humano e não tem gênero.

Quando eu era pequena, ele me trocava, dava comida e me levava para escola. Saíamos uma hora antes da aula. O pré era quatro quadras de casa.  Eu detestava chegar cedo, não podia brincar na areia. Então, todo dia depois do almoço atrasava o relógio da sala. Por minha culpa, hoje o cuco é apenas um artigo de relíquia familiar.

Teimo em dar corda no relógio em sua homenagem. Eu tinha 18 anos quando o meu avô materno morreu….

Saudades da África

maio 25, 2009

CapeTown