Feeds:
Posts
Comentários

Arquivo da categoria ‘Favoritas linhas’

07 de agosto de 1979 Mãe, eu e tio Janguinha fomos ao antigo sítio em Congonhas. O alambique de cobre, a madeira da entrada, a cachoeira, tudo quase intacto. Até meu pai parecia vivo: ele e o caminhão. A montanha de mercadorias no depósito. Entrega de cidade em cidade.Era tão bom quando ele saía, a [...]

Ler o post por completo »

23 de novembro de 1979 Trabalhar em barco foi uma das piores coisas que já fiz. Todo dia era aquela solidão esticada. De noite, diante do mar, não havia nada além da escuridão. Pouco se conversa nesses momentos. A audição deve ser o principal sentido, pois o invisível prega peças e o mar braveia a [...]

Ler o post por completo »

Eu fiz o caminho reverso. A Enseada ficou à esquerda. Caminhei pro oeste do Capricornio e vi o Atlântico da outra Península, quase no Índico, e muitas Marimbas. A última Marimba, eu tinha visto na República e com congada. Aqui, a Marimba fica no sudoeste e ela foi presente da Deusa da Alegria. O cheiro [...]

Ler o post por completo »

Eu me olhei no espelho e vi o barulho do mar.  Igualzinho ao da concha da  infância. A concha era a tua herança. Ela  ocupava a parte privilegiada da sala: a estante que  o  vô  trouxe  de Palmital.  No dia da faxina  o pano  delicado a lustrava com o mesmo apreço que se faz com [...]

Ler o post por completo »

Eu me lembro do rio. Ele passava bem aqui. Bem no lugar onde construíram a porteira verde. Ele era a nossa companhia de fim de tarde. O pai saia para fazer entregas de cidade em cidade. A mãe cuidava das meninas pequenas. Zenaide e eu cruzávamos dez risos e lá estava o rio: cortado pela [...]

Ler o post por completo »

Fui de taxi com Geraldo.   Comi pistache depois da lua asteca.   Várias mulheres compactuam angústias alegres comigo nas terras chilangas: Tania, Camila, Perla, Ana, Frida, Tina, Maria Emília e Gioconda. Influenciam.   Numa menor intensidade busco homens. Eles pegam na minha mão e penetram desafinados.   Malditos homens que fazem fotocópias e que [...]

Ler o post por completo »

Quando eu fizer 40 anos vou morar na praia. Terei uma casinha no topo do morro de zimbros. Bem escondidinha.  Reconhecerei  tudo do alto: a península e os habitantes.  Toda manhã caminharei pela praia. Falarei bom dia ao mundo. Depois do almoço,  levantarei os pés para a onda.  Mais tarde,  devorarei todos os livros e [...]

Ler o post por completo »

Meus refúgios eram os livros e meu pequeno gravador.  Vivia de imaginar historinhas e as lia para as fitinhas.  Recortava as fotos e as pregava no colorido.  Gostava da gigante bola e do jogo dos sete erros. Meu avô era meu grande compa. Saudades.

Ler o post por completo »

Fomos de fusca a Europa. Avançamos faróis. Azuis. Redondos e de paralelepípedos. Negamos caronas aos gatos. Ignoramos xavecos. No meio do caminho encontramos vários labirintos. Eles dobravam e desdobravavam. Á esquerda passamos pelo Quênia e depois do breque, compramos sapatos indígenas no Equador. Com os pés calçados de todas as cores, seguimos a nossa  rota.  Os olhos [...]

Ler o post por completo »

Eu me apaixonei por um filósofo.  O mesmo que não se importa com as minhas botas rachadas.   Aquele de dente torto, corpo grande e cigarros inteligentes.  Aquele que relê trechos de Dostoievski e Kafka antes do sonho. Aquele que fala com as minhas idéias.

Ler o post por completo »

Posts mais antigos »

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.